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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Temer sugeriu uma ‘chicana’ para resolver caso Geddel, afirma Calero

Ex-ministro Marcelo Calero
Ex-ministro Marcelo Calero
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero disse em entrevista ao “Fantástico” que o presidente Michel Temer sugeriu que ele usasse “um artifício, uma chicana” para resolver o problema do veto do Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico, a um prédio de 32 andares em Salvador (BA), sobre o qual o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) tinha interesses e um apartamento de R$ 2,6 milhões, comprado na planta. O órgão só permite prédios de até 12 andares na área.
Chicana é uma “manobra de má fé”, “trapaça” ou “fraude”, segundo o “Dicionário Aulete”.
Como o edifício havia sido vetado pelo patrimônio histórico federal, Temer sugeriu ao ex-ministro da Cultura que encaminha o caso para a AGU (Advocacia Geral da União), que poderia solucionar o que o presidente chama de divergência entre dois ministros.
Gravação
O ex-ministro da Cultura falou também que gravou uma conversa telefônica com Temer, mas que o seu conteúdo foi “burocrático” e “protocolar”. Ele negou ter gravado qualquer outra conversa com Temer.
Calero pediu demissão do cargo alegando que sofreu pressão de Michel Temer, de Geddel e do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) a fim de que atuasse para que o Iphan revertesse decisão. O episódio levou também à saída de Geddel Lima do governo, que admitiu que procurou Marcelo Calero para liberar o empreendimento, mas que não o pressionou.
Clique e veja a reportagem do Fantástico:
(Com informações da Folha e do G1)

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