HORA CERTA

quinta-feira, 7 de julho de 2016

ACABA A ERA CUNHA: VILÃO DO GOLPE ANUCIOU SUA RENUNCIA

: <p>Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em coletiva de imprensa, em Brasília 05/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino</p>

  DO BRASIL247
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que derrubou provisoriamente a presidente Dilma Rousseff por meio de um golpe parlamentar, anunciou sua renúncia à presidência da Câmara em coletiva nesta quinta-feira 7. "Resolvi ceder às pressões", declarou.

"É público e notório que a Casa está acéfala. Somente a minha renúncia poderá por fim a essa instabilidade sem prazo", disse o deputado afastado, que chorou ao falar de sua família, que também é alvo na Lava Jato, enquanto lia seu depoimento aos jornalistas posicionados no Salão Verde.

Sem citar propina e contas secretas na Suíça, ele disse que paga um "preço alto por ter dado início ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff", indicando retaliação no processo de cassação que corre na Casa.

Cunha também denunciou, em referência à Procuradoria Geral da República, "seletividade do órgão acusador".

Líderes da Câmara estiveram reunidos nesta manhã para decidir os próximos passos após a renúncia de Cunha, como a data da eleição para a presidência da Câmara e o candidato. Os rumores sobre a renúncia do deputado vinham crescendo nos últimos dias, mas pela primeira vez ele chegou a admitir a aliados que faria o anúncio hoje.

O peemedebista queria um acordo, em troca de sua renúncia, para antecipar a eleição à presidência da Câmara para o início da próxima semana.

Advogados do deputado avaliam que sua situação piorou com a apresentação do voto ontem do deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que acatou apenas um dos 16 questionamentos de Cunha contra o processo de cassação no Conselho de Ética.
Cunha é réu em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, acusado de receber propinas de diversas empresas. Com sua renúncia, o presidente interino, Michel Temer, perde seu aliado, a quem chamou de "incansável batalhador político e jurídico".

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