HORA CERTA

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mais um detento é encontrado morto em Pedrinhas


Somente este ano foi contabilizada a morte de três detentos. Ao longo de 2013 foram 60 mortes registradas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Outro preso foi encontrado morto nas dependências de Pedrinhas na manhã de hoje (21). A confirmação partiu da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) que já divulgou o registro de três mortes em Pedrinhas somente este ano.

O detento encontrado morto foi Jô de Souza Nojosa. Os indícios apontam que a morte foi por enforcamento, mas somente após a análise do Instituto Médico Legal (IML) será confirmada a causa da morte.

A crise carcerária protagonizada por Pedrinhas já provocou a visita do juiz auxiliar da presidência do CNJ, Douglas Martins, por diversas vezes. Na última visita ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, ele apresentou como principais causas para crise carcerária no estado a superlotação e a omissão da administração estadual.

No documento assinado pelo juiz Douglas Martins e enviado ao presidente do CNJ e ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, o diagnóstico da realidade de Pedrinhas inclui a incapacidade do governo do estado em “apurar, com o rigor necessário, todos os desvios por abuso de autoridade, tortura, outras formas de violência e corrupção praticadas por agentes públicos”.

O relatório aponta que no ano passado 60 presos foram encontrados mortos, número que consagra a Pedrinhas o título de penitenciária do país com maior número de mortes em números proporcionais e absolutos.

Após uma vistoria feita em outubro passado, Douglas de Melo, se pronunciou sobre o cenário do sistema prisional do estado. “A situação do sistema carcerário do Brasil exige atenção. Mas aqui, no Maranhão, o cenário é especialmente grave. Este é o estado em que morrem mais presos em números proporcionais e absolutos. Sem falar das recorrentes tentativas de fugas que diz de uma fragilidade de todo o sistema”, atestou o juiz auxiliar do CJN.

Nenhum comentário:

Postar um comentário