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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Governador do RS também prega rompimento do PT com a oligarquia Sarney no MA

O Partido dos Trabalhadores entra na reta final do processo de sucessão interna dividido em todas as instâncias sobre a política de aliança para as eleições de 2014. Enquanto o ex-presidente Lula e o mensaleiro José Dirceu insistem em manter o PT aliado ao que existe de ultrapassado na política do Maranhão, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, levanta o tom contra a aliança com o PMDB da governadora Roseana.
Tarso GenroEm entrevista ao jornal Piracema, órgão de comunicação da campanha do candidato Eri Castro a presidente da legenda no estado, Tarso Genro observa que o PMDB enfrenta o PT em 15 estados e faz a seguinte pergunta: “porque logo no Maranhão, onde existe a oligarquia mais antiga do mundo, temos que apoiá-la? As alianças regionais não podem contaminar a nacional”, observa.
Na avaliação de Genro, o PT precisa de alianças regionais ofensivas “para que tenhamos um segundo governo Dilma pela esquerda, sem ser refém de grupos conservadores e atrasados. O PMDB abriga vários desses grupos e coloca o PT na defensiva”, adverte.
“Não dar para o PT apoiar Sarney no Maranhão e Cabral no Rio, em detrimento de Flávio Dino e Lindberg. Ambos estão em primeiro lugar há mais de dois anos, em todas as pesquisas. O PT precisa de alianças não defensivas, mas ofensivas. A população quer mais do PT e nossa aliança tem que observar projetos e programas, sob pena de sermos reprovados nas urnas, já em 2014. Não podemos ceder as imposições regionais, que representam um alto grau de conservadorismo, do PMDB”, defende Genro.

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